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Sobre ser refém dos algoritmos e das métricas de vaidade nas redes sociais

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(Imagem: Canva)

“Vivemos pressionados por produzir conteúdo de qualidade para postar diariamente”

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É, cansei! Recentemente na palestra que fiz sobre o uso estratégico do WhatsApp, falei pela primeira vez publicamente do meu cansaço com a alimentação diária dos tais algoritmos das redes sociais. Já faz um tempo que tenho refletido sobre o quanto nos tornamos reféns das chamadas métricas da vaidade.

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Comunicadores ou não, figuras públicas, políticas ou não, vivemos pressionados por produzir conteúdo de qualidade para postar diariamente em troca de manter o engajamento nas redes, em troca de curtidas, comentários e compartilhamentos.

É uma troca: alimentamos o algoritmo e ele alimenta nossa vã ilusão de que estamos sendo curtidos e comentados. “É preciso manter a constância e a frequência”, recomendam os especialistas. Eles têm razão, mas por quê? Essa é a reflexão que proponho.

Curiosamente, falei sobre isso antes do show do Lucas Pimenta, um dos feras do marketing politico que melhor produz conteúdo sobre o tema. Engraçado que falei isso e, em sua apresentação, o Lucas, em um dos seus belos slides, tocou em um fator que me incomoda e é um dos motivos da minha fadiga: “as redes sociais entregam seus posts para somente uma pequena parcela de seus seguidores: 5,17%”, ressaltou ele.

Até quanto vale gastar energia para fazer posts criativos que serão entregues para menos de 10% do público que o acompanha?

João Paulo Borges

Esses dias o Juarez Vinícius Miglioli fez um post com o que chamou de “tapa na cara” com um card em que provocou. “O algoritmo não é o culpado por seu público não ter gostado do seu conteúdo”. Faz sentido, mas o momento exige uma pausa.

Deixo a pergunta: até quanto vale gastar energia para fazer posts criativos que serão entregues para menos de 10% do público que o acompanha?

Observação sobre os algoritmos

O fato de estar cansado com os algoritmos não quer dizer que abandonei as redes, mas sim que passarei a postar menos do que eles “exigem” para se sentirem satisfeitos.

Em tempo, o fato de eu investir um bom tempo no LinkedIn é pela qualidade dos conteúdos e conexões por aqui, mas também por considerar o algoritmo da rede mais amigável.

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João Paulo Borges

Jornalista, especialista em ciência política pela Universidade de Brasília (UnB), com 12 anos de experiência em assessoria de comunicação política, institucional e empresarial. Atuou em Brasília de 2007 a 2011, onde assessorou dois deputados federais. Há oito anos trabalha em Florianópolis. Em 2019, concluiu o masterclass de marketing e comunicação política ministrado pelo professor Marcelo Vitorino na ESPM. Até janeiro de 2019, foi um dos responsáveis pela comunicação da Federação Catarinense de Municípios (Fecam). Na entidade, apresentou, planejou e operacionalizou o projeto de implantação de um canal institucional para distribuição de mensagens pelo WhatsApp -- ação pioneira entre entidades representativas. Dedica-se ao estudo da comunicação pelo WhatsApp desde 2016, publicou artigos com reflexões sobre o tema no Portal Comunique-se e prestou consultoria para implantação de mais de 10 canais oficiais e institucionais para distribuição de informações pelo mensageiro.

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