OPINIÃO

Você aceitará a nova política de privacidade do WhatsApp?

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Imagem: Canva

Em artigo para o Portal Comunique-se, o jornalista, cientista político e especialista em comunicação por WhatsApp João Paulo Borges analisa o futuro do aplicativo no Brasil

Atenção usuários do WhatsApp no Brasil: você tem até o dia 15 de maio de 2021 para decidir se aceitará ou não as mudanças nos termos de serviço e na política de privacidade do aplicativo. Após as polêmicas causadas no início do ano sobre a iniciativa e o adiamento da data limite para aceite pelos mais de 120 milhões de brasileiros que usam o mensageiro diariamente, está chegando a hora da verdade.

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E aí, você: aceitará as novas regras do app de mensagens ou irá migrar suas conversas para o Telegram ou o Signal? O prazo está se esgotando e a decisão está em suas mãos: o não aceite fará com que a funcionalidade da sua conta no serviço fique limitada.

Como quem estuda comunicação pelo WhatsApp desde 2016, minha aposta é de que a a maioria dos brasileiros irá aderir às novas regras e continuará utilizando o aplicativo diariamente, da hora que acordam até antes de dormir. Uma pequena parcela tentará migrar para os outros mensageiros, mas logo perceberá que seus amigos, familiares e contatos profissionais continuarão no WhatsApp e terão que voltar.

Pesquisa que fiz no LinkedIn sobre o assunto comprova esta tendência.

Entenda a mudança

A novidade, anunciada no início de 2021, sobre a obrigatoriedade do compartilhamento de dados do WhatsApp com o Facebook, proprietário do mensageiro, gerou discussões no Brasil e no mundo. Prevista para entrar em prática no dia 8 de fevereiro, a alteração acabou adiada pela empresa de Mark Zuckerberg devido à repercussão negativa.

De acordo com os desenvolvedores, não haverá a exclusão das contas de quem não aceitar as novas regras. Porém, o uso da plataforma ficará limitado para estas pessoas até a conformidade com as mudanças. “Por um curto período de tempo, você poderá receber chamadas e notificações, mas não poderá ler e enviar mensagens no app”, explicou a companhia.

Aqueles que discordarem dos novos termos terão a possibilidade de exportar o histórico de mensagens e o relatório da conta no Android e no iOS até a entrada em vigor das novidades. Quem optar por excluir a conta do mensageiro também deve fazer a exportação dos dados antes, pois o backup e o histórico de conversas são apagados juntamente com o perfil.

O que muda?

Pelas novas regras de uso do WhatsApp, os dados gerados em interações com perfis comerciais no mensageiro, como as contas de lojas que atendem pelo app, poderão ser colhidos e utilizados para o direcionamento de anúncios no Facebook e também no Instagram.

O mensageiro afirma que não compartilhará o número do telefone do usuário com as empresas, exceto se a pessoa conceder tal autorização. Já quanto às conversas pessoais, com amigos e familiares, a empresa reiterou que a privacidade e a segurança não serão alteradas, mantendo-se a criptografia de ponta a ponta.

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Por João Paulo Borges, com informações do portal TecMundo.

Mais informações sobre o uso estratégico do WhatsApp: jpdowhats.com.br.

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SOBRE O AUTOR

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João Paulo Borges

Jornalista, especialista em ciência política pela Universidade de Brasília (UnB), com 12 anos de experiência em assessoria de comunicação política, institucional e empresarial. Atuou em Brasília de 2007 a 2011, onde assessorou dois deputados federais. Há oito anos trabalha em Florianópolis. Em 2019, concluiu o masterclass de marketing e comunicação política ministrado pelo professor Marcelo Vitorino na ESPM.

Até janeiro de 2019, foi um dos responsáveis pela comunicação da Federação Catarinense de Municípios (Fecam). Na entidade, apresentou, planejou e operacionalizou o projeto de implantação de um canal institucional para distribuição de mensagens pelo WhatsApp -- ação pioneira entre entidades representativas. Dedica-se ao estudo da comunicação pelo WhatsApp desde 2016, publicou artigos com reflexões sobre o tema no Portal Comunique-se e prestou consultoria para implantação de mais de 10 canais oficiais e institucionais para distribuição de informações pelo mensageiro.

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