Produtora pernambucana, Carla Francine foi entrevistada pela Imprensa Mahon. Em pauta, a questão de investimentos no audiovisual ficarem concentrados no Rio de Janeiro e em São Paulo
Produtora pernambucana com mais de 25 anos de experiência, Carla Francine deu entrevista à Imprensa Mahon. Ela falou sobre a luta pela descentralização dos investimentos em audiovisual, hoje ainda concentrados no eixo Rio-São Paulo. Ela enfatiza que colegas de outros locais precisam unir forças.
“É importante nos juntar e nos fortalecer em entidades como a Conne [Conexão Audiovisual Centro-Oeste, Norte e Nordeste], a Fames [Fórum Audiovisual Minas Gerais, Espírito Santo e Sul do Brasil], entre outras, porque acreditamos muito na militância e na interlocução com os espaços de poder para estar avançando”, falou a respeito de iniciativas que já atuam no mercado.
“Viemos de uma experiência muita positiva em Pernambuco, que tem muitos talentos, mas também tem uma política de audiovisual que apoiou o desenvolvimento de uma indústria ou de um polo de audiovisual. Passei oito anos na gestão, que foi muito centrada no diálogo com a sociedade e no estabelecimento de vários marcos legais.”, disse”, complementou a entrevistada em conversa com a apresentadora Krishna Mahon.
Desenvolvendo projetos
A Conne ajudou a garantir que 30% dos recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) sejam utilizados para produções dos estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Questionada por Krishna Mahon sobre uma dica que ela daria aos produtores que estão entrando nesse mercado, Carla Francine falou da importância de se ir além de um roteiro bem inscrito.
“Vamos nos capacitar, investir no desenvolvimento de nossos projetos, vamos barrar o discurso de que não temos coisas qualificadas. Precisamos fazer esse tipo de investimento. Não é só ter um roteiro bom. Tem que ter um plano de negócios bom, ter uma justificativa, ter uma visão do diretor que realmente tenha um conceito, ter um desenho de produção que faça um canal de TV ou um distribuidor acreditar que você vai chegar e ser realmente um parceiro dele, e não que está lá só por conta dessa cota, ou qualquer coisa parecida. A gente quer esse mercado e temos que nos qualificar para ocupá-lo de uma forma muito bacana. E talento nós temos, e muito. Não deixe ninguém dizer que você não tem talento”, ensinou.
Assista à entrevista com Carla Francine:
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