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SEO no jornalismo: dicas e debate

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(Imagem: Reprodução/RockContent)

Jornalistas do Comunique-se discutem sobre a produção de conteúdo a partir de técnicas para bom ranqueamento em mecanismos de buscas na internet

Em março deste ano, reportagem do UOL deu detalhes de processo sob análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e que opõe a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e o Google. No geral, na ação aberta anteriormente por iniciativa do próprio Cade, a entidade que representa veículos da mídia tradicional reclama de uma atitude praticada pelo gigante da internet: a divulgação de resumos de determinadas notícias classificadas nas primeiras colocações.

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No Google, o conteúdo no topo de resultados exibidos em determinada busca e que ganham tal resumo é chamado de snippet ou posição zero. Em suma, conforme registrado pelo UOL, a ANJ almeja impedir que o Google crie snippets com uma determinada matéria da Folha de S. Paulo, por exemplo, ou de quaisquer outros de seus associados. Na visão da entidade, tal estratégia adotada pelo gigante da internet estaria impactando negativamente no desempenho da audiência online de determinados veículos, uma vez que alega-se que o resumo fornecido leva menos internautas a clicarem para acessar a matéria.

A alegação da ANJ junto ao Cade vai, no entanto, na contramão da produção de conteúdo virtual. Na área do marketing digital, conquistar a posição zero do Google é estratégico. Em texto publicado em maio do ano passado, a equipe da Escola de E-commerce contesta a alegação por parte da entidade jornalística. “Quando um trecho do texto de um site aparece nos snippets, a página tem uma chance muito maior de ganhar mais CTR (taxa de cliques), o que faz o buscador entender que é relevante”, informa trecho do material.

Debate sobre SEO & jornalismo

O embate entre ANJ e Google foi o primeiro tópico da edição do ‘Papo de Redação’ sobre SEO no jornalismo. O tema foi discutido por três profissionais do Grupo Comunique-se: Julia Renó (repórter do Portal Comunique-se), Gabriel Andrade (analista de marketing) e Anderson Scardoelli (editor-chefe). Eles citaram exemplos da própria empresa em que o bom ranqueamento de determinados conteúdos em resultados exibidos pelo Google converte-se em audiência.

O trio alertou para a necessidade de não só a ANJ, mas todos os players da chamada mídia tradicional não criarem “inimigos invisíveis” no mundo digital. Nesse ponto, os debatedores apontaram para, em efeitos comparativos, a posição zero ser encarada como o anúncio em uma banca de jornal — que ajudava a promover a edição de determinado jornal ou revista e, consequentemente, a conquistar novos leitores.

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“Não faz sentido uma entidade processar [na verdade, ser parte de uma ação no Cade] o Google por causa disso”, comentou Scardoelli. “E aparentemente o fez sem estar munido de dados. Se tivesse acessos a dados, a ANJ certamente veria que essa estratégia do Google resulta no contrário, dá mais audiência. Com certeza, uma reportagem da Folha que esteja em snippet tem mais cliques do que os resultados que aparecem abaixo [no resultado de buscas]”, complementou o editor-chefe do Grupo Comunique-se.

Dicas de SEO

Gabriel Andrade destacou não haver uma “fórmula mágica” para ter sucesso em SEO. Afinal, conforme apontou no ‘Papo de Redação’, o Google costuma atualizar anualmente os critérios (oficialmente mantidos em sigilo pela empresa). Logo, profissionais que queiram ter vez no meio precisam estar em constante atualização. Apesar de toda a mudança rotineira por parte do gigante de buscas, Andrade, Scardoelli e Julia elencaram elementos que ajudam a fazer com que conteúdos se destaquem na internet, aparecendo nas primeiras posições em resultados divulgados pelo Google e por outros buscadores:

  1. Definição de palavras-chave (termos a serem buscados pelos internautas);
  2. Inclusão de recursos multimídia, como vídeos e fotos, nas matérias;
  3. E inserção de hiperlinks, tanto internos (para o próprio site) quanto externos (para outros domínios da web).

“Nos últimos tempos, o Google tem investido em jornalismo”, mencionou Julia Renó, ao citar projetos que são apoiados pela empresa norte-americana como fomento à produção de conteúdo informativo na internet. “A gente pode considerar que o Google é a favor do jornalismo, pois contribui com a audiência do digital”, analisou Gabriel Andrade, reforçando, assim, a presença do Google como um meio — bem requisitado — entre o público e os veículos de comunicação com presença no mundo virtual. 

‘Papo de Redação’

Para conferir como foi o debate e ter detalhes das dicas sobre como aparecer bem no Google e em outros mecanismos de buscas da internet, assista à íntegra da edição do ‘Papo de Redação’ sobre SEO no jornalismo:

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