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Afiliada da Globo volta a ser alvo do Ministério Público por causa de “discriminação estética”

A investigação analisará se houve descumprimento de “termo de ajuste de conduta” assinado em 2019 pela TV Vanguarda

Após mais uma denúncia de discriminação estética, a TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo no interior de São Paulo, voltou a ser investigada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Três ex-funcionárias da emissora apontaram que suas demissões foram motivadas pelo ganho de peso.

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De acordo com matéria publicada pela coluna do jornalista Maurício Stycer, o inquérito foi aberto em decorrência do caso envolvendo Michelle Sampaio, em 2019, mas foi arquivado. Com a nova denúncia, feita pela repórter Marcela Mesquita, o órgão público retomou as investigações contra o canal televisivo na última terça-feira, 11.

Além de Michelle e Marcela, em 2019, a jornalista Micheli Diniz comentou que teria vivido a mesma situação na empresa, há 15 anos. A profissional trabalhou na TV Vanguarda entre 1998 e 2003.

Ainda segundo a apuração do colunista do UOL, a emissora assinou um “termo de ajuste de conduta” em setembro de 2020, no MPT. O documento foi decorrente da investigação sobre a demissão de Michelle Sampaio e estabelecia o comprometimento da afiliada da Globo em não realizar prática discriminatória com seus empregados.

Desde a assinatura do termo, não havia registros de discriminação estética na empresa e, por isso, a procuradora responsável pelo caso pediu o seu arquivamento em 3 de março deste ano. Com as notícias sobre o desligamento de Marcela Mesquita, o inquérito foi reaberto para analisar se houve descumprimento do acordo assinado.

Repercussão na Fenaj

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) caracterizou a demissão de Marcela Mesquita como a repetição de uma “violência brutal contra seus funcionários”. A situação foi comentada pela Comissão de Mulheres da entidade em nota de repúdio à TV Vanguarda, publicada no site.

“O Sindicato e a Comissão de Mulheres da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) entendem que cada pessoa tem direito sobre seu próprio corpo e sua imagem, elementos formadores do indivíduo e sua individualidade. Tal direito não pode ser submetido a ingerência de empresas contra seus funcionários, em especial contra as mulheres”, aponta o texto publicado pela federação.

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Julia Renó

Jornalista, 24 anos. Natural de São José dos Campos (SP), onde vive atualmente, após temporadas em Campo Grande (MS). Formada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (MS), pós-graduanda em Jornalismo Investigativo pela Universidade Anhembi Morumbi e voluntária da ONG Fraternidade sem Fronteiras, integra o time de jornalistas do Grupo Comunique-se desde julho de 2020.

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