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Homenagem à Globo ressalta importância da liberdade de imprensa

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(Imagem: divulgação)

Senado promoveu homenagem à TV Globo em sessão especial no Congresso. Parlamentares falaram de liberdade de imprensa e elogiaram a emissora, que foi representada por José Roberto Marinho

Em 54 anos de existência, a TV Globo consolidou-se por levar aprendizado, entretenimento e informação de qualidade à população, mostrando os costumes nacionais e divulgando notícias do Brasil real por todos os cantos da nação. Foi o que afirmaram participantes da sessão especial do Senado para comemorar o aniversário da emissora, no dia 26 de abril.

“A Rede Globo consolidou-se em mais de meio século de existência como um verdadeiro patrimônio dos brasileiros. É talvez o mais democrático instrumento de informação, aprendizagem e entretenimento dos cidadãos”, disse o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Liberdade de imprensa

Por ser uma referência em jornalismo, em tempos em que a atuação da imprensa passa por embaraços, a homenagem à Rede Globo também deve ser em prol da liberdade de expressão, essencial à democracia. Quem frisou isso o proponente da homenagem, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Para Randolfe, deve haver um compromisso inalienável da sociedade com a liberdade de imprensa e de comunicação, sempre com o intuito de defendê-la.

“Não existe democracia que não tenha a tríade liberdade de expressão, de ir e vir e, principalmente, de imprensa. Sem essa tríade, não há de se falar em Estado democrático de direito. A existência daqueles que ameaçam essa tríade, na verdade, ameaça a democracia brasileira. Então a homenagem que faço é também para que esse ato do dia de hoje seja de solidariedade à atuação livre dos jornalistas comprometidos somente com a amizade. A amizade com o fato que chega para todos os cidadãos e cidadãs brasileiras”, afirmou o parlamentar da Rede.

“Não existe democracia que não tenha a tríade liberdade de expressão, de ir e vir e, principalmente, de imprensa” (Randolfe Rodrigues)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, mencionou frase histórica do ex-deputado Ulysses Guimarães ressaltando que não há como fugir da verdade de “Sua Excelência, o fato”. Toffoli pontuou, ainda, a importância de evitar a disseminação “do fato mentiroso, do fato fraudulento”.

O presidente do STF salientou o trabalho da TV Globo na dramaturgia, que traz a narrativa da história do Brasil, da vida do brasileiro, e ainda a exporta. Se não fosse a TV Globo, esse espaço estaria sendo ocupado por outros tipos de produtos importados, mostrando outras culturas, outras realidades, destacou Toffoli.

Davi Alcolumbre salientou a presença de Toffoli na homenagem como um sinal de harmonia e independência dos Poderes, que prevalecerão neste momento para “a estabilidade e segurança jurídica de 210 milhões de brasileiros”.

Defesa da democracia

Vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Globo, José Roberto Marinho se disse satisfeito com a defesa da democracia e da liberdade de imprensa feitas durante a sessão. Ele citou o “momento difícil” pelo que passam alguns jornalistas mais conhecidos da TV. Profissionais da emissora têm sido agredidos pelas mídias sociais de forma violenta, por grupos extremados.

“Essas palavras aqui confortam muito. É muito bom ver que pessoas que realmente representam o povo estão pronunciando essas palavras, pessoas de origens políticas diferentes, de ramos políticos diferentes, mas todos atrás da verdade dos fatos”, observou José Roberto Marinho, em citação aos parlamentares.

O empresário de comunicação, que já atuou como repórter de política em Brasília, há 40 anos, trouxe números da produção da TV Globo. São 3 mil horas por ano de entretenimento e 3 mil de jornalismo. Isso equivale à produção de 30 filmes longa-metragem por semana, ou 1,5 mil por ano. “A gente produz mais do que Hollywood inteira, em termos de hora”, destacou o vice-presidente da emissora.

“A gente produz mais do que Hollywood inteira, em termos de hora” (José Roberto Marinho, VP da TV Globo)

Produzidos por 24,9 mil colaboradores e funcionários, os conteúdos são hoje vistos em mais de 160 países, seja por meio do licenciamento a outras emissoras, seja pela exibição dos canais internacionais próprios, disse José Roberto Marinho. São nove horas diárias de jornalismo, sendo três horas de notícias locais, produzidas pelas 122 emissoras afiliadas, pertencentes a emissoras independentes em todo o território nacional, explicou.

Segundo o dirigente, a emissora e as equipes de jornalismo estão cientes de que agradam a maior parte do público, não a todos. E que, quando há erros, a Rede Globo tem a “humildade de corrigir”, por seu compromisso com a verdade.

“O que a Globo defende, de forma enfática, e sempre defenderá, é a democracia, a liberdade de expressão, a República, o império da lei e do voto, do qual os senhores e as senhoras são expressão genuína. E isso é inabalável”, garantiu ao se dirigir ao trabalho dos senadores.

Fundador

Os senadores Jorge Kajuru (PSB-GO) e Chico Rodrigues (DEM-RR) ressaltaram o pioneirismo e a força do fundador da Rede Globo, Roberto Marinh. Para eles, o empresário foi visionário e conseguiu criar um império que presta bons serviços à população.

“A Globo, esse meio de comunicação fantástico, com tentáculos no rádio, na internet e em outros segmentos, tem um papel importante na informação e no alimento da política nacional. Esse alinhamento é fundamental para a vida brasileira neste momento de transformação da sociedade, com a realização das reformas fundamentais para a vida e o futuro do país”, disse Chico Rodrigues.

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