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Talibã começa perseguição a jornalistas no Afeganistão

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Líderes do Talibã, grupo terrorista que voltou ao poder do Afeganistão. (Imagem: reprodução/redes sociais)

Grupo terrorista assassina parente de profissional da Deutsche Welle

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O levante do Talibã contra a liberdade de imprensa no Afeganistão se impõe logo após a retomada do poder. Nesta sexta-feira, 20, agências de notícias internacionais dão conta de que a nova fase do grupo terrorista já conta com assassinatos. Segundo informações, líderes talibãs mataram um familiar de jornalista da empresa alemã Deutsche Welle (DW).

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Por motivos de segurança, a própria Deutsche Welle preservou o nome do jornalista. O veículo de comunicação informou, no entanto, que o profissional em questão já estava fora do Afeganistão, cobrindo pautas na própria Alemanha. Mesmo assim, o grupo terrorista foi à casa dele na capital Cabul — e atacou seus familiares. Um foi assassinado, outro ficou ferido e os demais conseguiram escapar.

Diretor-geral da DW, Peter Limbourg lamentou o ocorrido e analisou as recentes operações conduzidas pelo Talibã. “É uma tragédia inconcebível”, declarou, informa a agência de notícias italiana Ansa. “Exemplifica o perigo no qual todos os profissionais [de imprensa] e suas famílias no Afeganistão se encontram”, prosseguiu o jornalista.

O Talibã já realiza busca sistemáticas por jornalistas

Peter Limbourg, diretor-geral da DW

“Está claro que o Talibã já realiza busca sistemáticas por jornalistas, tanto em Cabul quanto nas províncias”, seguiu com a crítica Limbourg. “Nosso tempo está se esgotando”, finalizou o executivo da DW. Ele, no entanto, não adiantou se a empresa de comunicação está trabalhando para tirar os familiares de seus jornalistas do país asiático.

Talibã: perseguições e outros assassinatos

O assassinato de um parente de jornalista da Deutsche Welle não foi o primeiro movimento dos líderes extremistas que tomaram o poder do Afeganistão no decorrer das últimas semanas. Em reportagem, a Ansa destaca que há diversos relatos de comunicadores que foram mortos ou “desapareceram” desde o início do processo que culminou na queda do governo afegão.

Entre os mortos está Andadullah Hamdadr, que trabalhava como tradutor para jornalistas alemães. A equipe da DW informou que ele foi assassinado em 2 de agosto. Segundo a agência, os criminosos teriam sido “aparentemente, militantes do Talibã”.

Com a volta do Talibã ao poder, outro ponto relacionado ao livre exercício da liberdade de expressão vem à tona. Isso porque quando governaram o país de 1996 a 2001, os terroristas islâmicos proibiram que mulheres pudessem trabalhar como jornalistas. Assim, muitas comunicadoras temem represálias. Num primeiro momento, todas as mulheres foram obrigadas a voltar a usar burca nas ruas e demais locais públicos do Afeganistão.

De acordo com o G1, as represálias, inclusive, já começaram. Apresentadora de um canal estatal de televisão, Shabnam Dawran foi impedida de seguir na condução do telejornal que liderava havia seis anos. Pelas redes sociais, a jornalista pediu ajuda e afirmou que teve o acesso negado à redação da empresa, localizada em Cabul.

Enquanto isso no Brasil…

Jornalistas assassinados, pessoas desaparecidas e comunicadoras impedidas de trabalhar. Esse é o cenário do Afeganistão desde o retorno do Talibã ao poder. No Brasil, porém, há quem comemore a “derrota do imperialismo estado-unidense” ou, diante do caos instalado no país, sente a falta do uso de máscaras de proteção facial.

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Anderson Scardoelli

Jornalista, 32 anos. Natural de São Caetano do Sul (SP) e criado em Sapopemba, distrito da zona lesta da capital paulista. Formado em jornalismo pela Universidade Nove de Julho (Uninove) e com especialização em jornalismo digital pela ESPM. Trabalhou de forma ininterrupta no Grupo Comunique-se durante 11 anos, período em que foi de estagiário de pesquisa a editor sênior. Em maio de 2020, deixou a empresa para ser repórter do site da Revista Oeste. Após dez meses fora, voltou ao Comunique-se como editor-chefe, cargo que ocupa atualmente.

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